Cartazes

O cartaz pola sua história é um dos principais suportes do desenho gráfico. Umha parte importante das nossas encomendas som cartazes. Isto faz-nos mui felizes porque para nós é um prazer desenha-los!

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Dia das Letras (RAG+DAG)

. Posted in Cartazes

Dia das Letras 2012 (RAG+DAG): Aquilino Iglesia Alvariño
Para descarregar umha versom meirande (A3) preme nele.

Título: Dia das Letras (Aquilino Iglesia Alvariño, 1986)
Cliente: DAG + RAG
Ano: 2012
Formato: A3 (297x420mm)
Impressom: Offset (Quadricomia)

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Trouxo de lonxe nos petos
lapas de garda da fala

contra a friaxe do tempo
(*)

Este cartaz faz parte do quaderno que a RAG publicou no Faro de Vigo para celebrar o 50 aniversário do Dia das Letras e que se completa com o trabalho doutros 49 desenhadores galegos.
Este está adicado ao poeta Aquilino Iglesia Alvariño e para o seu desenho partimos duns versos (*) de Luís Rei Núñez.

Os versos de Luís som para nós (senhoras dos departamentos de literatura galega desculpem desde aqui em diante o nosso atrevimento) umha acertada condensaçom da vida de Aquilino num pequeno poema hilozoísta. Aquilino nos frios e escuros anos iniciais da ditadura foi ponte entre os autores de antes da guerra (Geraçom da República) e as novas geraçons da recuperaçom cultural, guardando e levando no tempo a chama da fala nos seus poemas. Luís resume isto em 3 versos octossílabos de rima assonante. Agarrando-nos ao fio do hilozoísmo (umha das correntes estéticas que misturou Aquilino na sua obra), construimos o cartaz. Nele, para representar umha das imagens principais do poema, o passo do tempo, empregamos umha série de círculos concêntricos (como as ondas na superfície da água) que, ao estar superpostos (levam sombra), criam um túnel que remata ao fundo num pequeno símbolo de infinito \infty. Para reforçar a sensaçom de friagem (do tempo) desaturamos os círculos e nalguns deles amostramos paisagens de inverno, introduzindo deste jeito um das características principais na poesia de Aquilino (e também do hilozoísmo): a Natureza (junto ao Amor, o Tempo e a Morte). As fotos das paisagens nom som nossas, som Noel Feans e estam publicadas no seu flickr baixo umha licença Creative Commons (CC BY 2.0) que permite um uso comercial delas. Convidamos-vos a visita-lo (atenta gente do desenho!), é para nós um dos melhores banco de imagens livres que conhecemos.


by Noel Feans (CC BY 2.0)



by Noel Feans (CC BY 2.0)


Para representar a outra imagem do poema, as lapas de garda da fala, empregamos umhas pinceladas digitais (estamos a experimentar com umha tableta que nos regalarom) de cores vivas a quentar a friagem do tempo alouminhando as beiras dos círculos. A utilizaçom de cores vivas e outra das características do hilozoísmo e ademais, ao destacar fortemente sobre o gris predominante, servem-nos para engadir mais outra imagem: a dos poemas de Aquilino como praticamente as únicas faiscas da chama da língua (escrita) nos primeiros anos da cruel ditadura fascista, já que em 1947 publica Cómaros Verdes, considerado o primeiro livro de poesia de entidade publicado em língua galega tras a Guerra. Já para rematar introduzimos o texto de Luís. Empregamos umha cursiva inglesa (Bickham Script), para acompanhar a sensualidade da poesia de Aquilino, e fazemos que vaia aumentando de tamanho a cada verso, como imagem de que vem de longe (no tempo) e também como elemento auditivo (aumenta passeninho o volume), mais outra característica hilozoísta.